quinta-feira, 24 de outubro de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
O que é metabolismo
Metabolismo(do grego “metabolé”, que significa“mudança,troca”) é o conjunto de transformações e
reações químicas através das quais se realizam os processos de síntese e
degradação (ou decomposição) das células.O processo metabólico
se divide em dois grupos denominados anabolismo (reações de síntese) e
catabolismo (reações de degradação).
Anabolismo são reações
químicas construtivas, ou seja, produzem nova matéria orgânica nos seres
vivos. Por exemplo, a síntese de proteínas no tecido muscular a partir
de aminoácidos.
Catabolismo são reações químicas destrutivas, ou
seja, há uma quebra de substâncias. Por exemplo, a quebra da molécula de
glicose que é transformada em energia e água.
Para manter as
funções vitais (respiração, batida do coração, temperatura corporal,
etc.), o organismo gasta uma grande quantidade de energia. É o que se
chama de metabolismo basal.
Há influência de diversos fatores no
metabolismo, por exemplo, genética, idade, sexo, altura, peso, prática
de atividade física, etc. O gasto de mais ou menos energia depende
desses fatores. Por isso, algumas pessoas são magras e, mesmo comendo de
tudo, não engordam. Enquanto outras, enfrentam grandes dificuldades
para conseguirem emagrecer.
Emagrecer de forma adequada, implica
equilibrar a ingestão de calorias de acordo com o nível de atividade
física. Dietas rápidas envolvem a perda de gordura mas também de massa
muscular, o que não é conveniente para resultados a longo prazo.
O
que é Ácido Graxo
Os ácidos graxos são formados por cadeias de átomos de carbono que se ligam a átomos de hidrogênio com um radical ácido em uma de suas extremidades.
Os ácidos graxos podem se apresentar na forma saturada (onde os carbonos apresentam ligações simples) ou não-saturada (com uma ou mais ligações duplas). No caso de apenas uma dupla ligação na cadeia, o ácido graxo é denominado monoinsaturado, no caso de duas ou mais ligações, chama-se poliinsaturado.
Geralmente as gorduras apresentam ácidos graxos saturados em sua composição, já, os óleos, apresentam ácidos graxos não-saturados. Essas diferenças são percebidas nos estados físicos desses compostos em temperatura ambiente. Vale ressaltar que quanto mais elevada for a concentração de ácidos graxos saturados no lipídio, mais sólido ele se apresentará.
É através da alimentação que consumimos os ácidos graxos que serão utilizados como fonte de energia para o funcionamento de nosso corpo. Aproximadamente 40% do total de nossa necessidade diária de ácidos graxos são obtidos através da dieta.
Curiosidade:
Em algumas espécies de seres vivos, como, por exemplo, animais que hibernam e pássaros migrantes, os ácidos graxos são sua única fonte importante de ener
Os ácidos graxos são formados por cadeias de átomos de carbono que se ligam a átomos de hidrogênio com um radical ácido em uma de suas extremidades.
Os ácidos graxos podem se apresentar na forma saturada (onde os carbonos apresentam ligações simples) ou não-saturada (com uma ou mais ligações duplas). No caso de apenas uma dupla ligação na cadeia, o ácido graxo é denominado monoinsaturado, no caso de duas ou mais ligações, chama-se poliinsaturado.
Geralmente as gorduras apresentam ácidos graxos saturados em sua composição, já, os óleos, apresentam ácidos graxos não-saturados. Essas diferenças são percebidas nos estados físicos desses compostos em temperatura ambiente. Vale ressaltar que quanto mais elevada for a concentração de ácidos graxos saturados no lipídio, mais sólido ele se apresentará.
É através da alimentação que consumimos os ácidos graxos que serão utilizados como fonte de energia para o funcionamento de nosso corpo. Aproximadamente 40% do total de nossa necessidade diária de ácidos graxos são obtidos através da dieta.
Curiosidade:
Em algumas espécies de seres vivos, como, por exemplo, animais que hibernam e pássaros migrantes, os ácidos graxos são sua única fonte importante de ener
O METABOLISMO DOS ÁCIDOS GRAXOS NA ATIVIDADE FÍSICA
Os lípídios são compostos químicos que normalmente não se dissolvem na água (hidrofóbicos), com diferentes características e funções biológicas. Os lipídios são classificados em óleos, gorduras, esteróis, fosfolipídeos, glicolipídios, colesterol, fitosteróis e ácidos graxos livres. Do ponto de vista fisiológico e
clínico, os lipídios biologicamente mais relevantes são os fosfolipídios, o colesterol, os triacilgliceróis e os ácidos graxos. Os fosfolipídios e o colesterol formam a estrutura básica das membranas celulares. O colesterol é também precursor dos hormônios esteróides e dos ácidos biliares.
Os ácidos graxos (AG) são utilizados para a ressíntese do ATP e armazenados na forma de triacilgliceróis (TG).
Cerca
de 95% da composição de gordura proveniente da dieta é representada por
TGs, sendo o restante constituído por outras formas de lipídios. Embora
virtualmente todas as células do nosso organismo tenham estoques de TG,
que podem ser utilizados como fonte de energia, a maioria dos lipídios
está depositada nos tecidos adiposos, que além de armazenar energia
funcionam como isolantes térmicos. Os AG armazenados na estrutura de TG
nos adipócitos (células do tecido adiposo) podem ser mobilizados para a
corrente sanguínea e distribuídos para os demais tecidos. Cada TG é
constituído por três moléculas de ácido graxo ligados a uma molécula de
glicerol (figura 1 - clique na imagem para ampliá-la).
Os ácidos graxos são ácidos carboxílicos (um dos carbonos possui COOH, figura 2) com cadeias de hidrocarbonetos (ligações entre átomos de carbono e hidrogênio) de diversos tamanhos. O mais comum é o Palmitato, que possui 16 carbonos em sua cadeia. A oxidação dos TG libera mais que o dobro da energia desprendida por massa igual de carboidratos, ou seja, as gorduras têm valor energético maior do que os carboidratos. Os AGs podem ser classificados como saturados (apenas ligações simples entre carbonos) (figura 2a), ou insaturados, quando houver ligações duplas na cadeia de hidrocarboneto (figura 2b).
Digestão, absorção e armazenamento de Lipídios
A
maioria dos TGs ingeridos na alimentação deverá sofrer ação enzimática
de lipases para serem absorvidos pelas células intestinais. Após a
absorção, os AGs de cadeia média e curta são conduzidos pela corrente
sanguínea diretamente para o fígado. A maioria dos TGs ingeridos na
alimentação deverá sofrer ação enzimática de lipases para serem
absorvidos pelas células intestinais. Após a absorção, os AGs de cadeia
média e curta são conduzidos pela corrente sanguínea diretamente para o
fígado. Quase a totalidade dos AGs de cadeia longa são ressintetizados
em triacilgliceróis no interior dos enterócitos (células essencialmente
absortivas encontradas no intestino) e são transportados por
lipoproteínas chamadas de quilomícrons (figura.3) junto com o colesterol
absorvido da dieta. Lipoproteínas (LPtn), como o próprio nome sugere, é
um conjunto de lipídios e proteínas.O intestino e o fígado se comunicam de forma especial através do sistema porta. A veia porta propicia que a maioria dos nutrientes absorvidos pelo intestino passe pelo fígado antes de atingir a circulação de todo o corpo (circulação sistêmica). Portanto, os quilomicrons e AGs absorvidos são direcionados ao fígado. A partir deste momento, os TGs e colesterol são transportados de um tecido para o outro através de outras LPTn. Elas são classificadas de acordo com seu tamanho, densidade e pela sua composição tanto lipídica como protéica: lipoproteínas de baixíssima densidade (VLDL) e, em menor proporção, pelas lipoproteínas de baixa densidade (LDL); lipoproteínas de densidade intermediária (IDL) e lipoproteínas de alta densidade (HDL). Além das lipoproteínas Lp(a), cuja função fisiológica não é bem conhecida, mas cujos níveis parecem estar associados ao risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
As lipoproteínas de baixíssima densidade (VLDL) exercem papel fundamental no transporte dos AGs sob a forma de TG. As lipoproteínas de baixa densidade (LDL) são responsáveis pela distribuição do colesterol para os tecidos extra-hepáticos. Uma parcela importante do colesterol é transportada na forma de lipoproteína de alta densidade (HDL) e por isso seus níveis correlacionados com um importante papel antiaterogênico. Além disso, as HDL exercem papel fundamental no transporte do colesterol para síntese de ácidos e sais biliares. Após estes esclarecimentos, fica evidente porque o perfil lipídico está associado à prevenção de possíveis doenças cardiovasculares.
Evidências
reforçam a existência de um sistema transportador para os AGs que não
são conduzidos por LPTn. Incluem-se neste caso, as FATP (proteínas
transportadoras de AG), as FABP (proteínas ligantes de AG) e a Enzima
Translocadora de AGs nas membranas celulares.De forma geral, nos enterócitos, as FATP desempenham um papel fundamental na captação dos AGs de cadeia longa. Já o intestino, o fígado e os adipócitos, tecidos com altas taxas de captação e armazenamento dos AGs, apresentam elevados níveis de FABP, que transportam e distribuem intracelularmente os AGs de cadeia longa (com uma possível participação na absorção destes).
A figura 4 apresenta resumidamente oito etapas que compõe o processo de digestão e absorção de lipídeos provenientes da alimentação.
Fermentação Lática
Consiste na oxidação anaeróbica, parcial de hidratos de carbono, com a produção final de ácido lático além de várias outras substâncias orgânicas. É processo microbiano de grande importância utilizado pelo homem na produção de laticínios, na produção de picles e chucrute, e na conservação de forragens. Por outro lado, é responsável pela deterioração de vários produtos agrícolas.As bactérias utilizadas industrialmente são as anaeróbias e microaerófilas, para a produção de ácido acético, lático, glucônico, propiônico e outros, ou para a produção de alimentos (já citados). Os fungos também são usados na produção de ácidos por via fermentativa.
Lactobacillus
Os principais ácidos são: cítrico, glucônico, fumárico, lático, gálico, ácidos graxos e outros. São provenientes da degradação anaeróbica de glicídeos por oxidação incompleta. As bactérias envolvidas nos processos para obtenção de ácidos são principalmente as do gênero Acetobacter e Lactobacillus. As bactérias podem formar inúmeros ácidos diferentes. São, no entanto, de maior interesse econômico algumas das bactérias produtoras de ácido lático, ácido acético e de ácido propiônico.
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